domingo, 18 de outubro de 2009

Pânico no Rio de Janeiro

Em um jornal de grande circulação aqui no Rio (o JB), edição de 12/10/2009 o nosso ilustríssimo governador: o Sr. Sergio Cabral, declara que a rocinha é fábrica de marginais e que as favelas na zona sul devem ser muradas a fim de se criar condições para a ocorrência dos grandes eventos esportivos no Rio.
Acho que isso - se fosse uma pessoa comum e não um político - seria caso de ação judicial: o preconceito. Será que o nosso ilustríssimo governador não conhece o artigo 5º da CF, ou será que a temática da Igualdade é só pra deixar a Constituição mais poética.
Esse tipo de afirmação seria para justificar sua incopetência na Administração Pública, estudei na Uerj e a minha antiga faculdade nunca esteve tão sucateada. A saúde sem comentários. Os votos dos 'marginais' em questão são muito úteis na época das eleições e os políticos não abrem mão de fazer campanha nas favelas.
Cresci em comunidade carente e o que enchia os ônibus de manhã eram trabalhadores e não marginais.
Não sei se este senhor nasceu em berço de ouro ou se viveu em uma bolha de vidro. Graças a Deus hoje posso dizer que venci na vida e a cada dia que passa me aprimoro continuamente. Minha mãe ainda mora na comunidade da Maré e tirando a questão da violência - que é outro sinal da incopetência do Estado - ela gosta muito. Tenho uma apartamento no Maracanã que está alugado por conta de eu estar trabalhando na Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil em Brasília. Sempre venho ao Rio, pelo fato da minha família estar toda aqui, e o meu domicílio eleitoral ainda é aqui - é a minha cidade.
Lamento a ignorância do sr. Sergio Cabral e aconselho que ao invés dele fazer tais afirmativas descabidas faça simplesmente o trabalho para que foi eleito pelo povo, inclusive por aqueles a quem este senhor rotulou de marginais.
Eventos como os que aconteceram ontem na zona norte do Rio só me demostram mais uma vez o amadorismo de nossa segurança. Sr. Governador aja mais e fale menos, afinal o elegemos para que cuide de nosso Estado e não para que ofenda a população, que já é tão carente, nos veículos de comunicação.

Que tal fazermos a 'NOSSA' Corrente do Bem?

Pessoal,

Esse fórum já existe na nosso comunidade Saúde e Educação Já no orkut. Podemos continuar a disseminação tanto na comunidade quanto no blog.
================================================================================

A maioria das pessoas já viu o filme a corrente do bem. Quem ainda não viu assista, vale a pena pois é uma lição que todos deveriam aplicar na vida. Bem, inspirados nesse belo filme, vamos fazer a NOSSA corrente do bem. Vou explicar como vai funcionar: cada um convida três amigos para participarem da comunidade e agora também para o blog - mas só vai passar a contar qdo eles se tornarem membros, ou seja, vc convida e acompanha se a pessoa tornou-se membro, caso o total de três não seja alcançado vc deve repetir o procedimento com outras pessoas até de fato conseguir três novas adesões. No convite, aos que de fato se tornarem membros, vc deve solicitar q eles continuem a corrente e assim sucessivamente. Vamos espalhar a nossa semente, afinal só a conscientização em massa pode gerar alguma mudança nesse país.

sábado, 17 de outubro de 2009

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Aqui no Rio só se fala de Copa 2014, Olímpiadas 2016, oportunidades de emprego. E a infra-estrutura de nossa cidade não só para os eventos, pra quem mora nela. A saúde e a educação torno a falar tem que ser prioridade. Nada de deslocamento de favelas, devem ser criadas estruturas de bairros de forma a melhorar a qualidade de vida dos moradores. E oferecer formação para que as pessoas realmente aproveitem as oportunidades de emprego, e acabar com esses 'vale-esmolas' que só fazem consumir os impostos que pagamos e não resolvem nada.

Enem aí pra gente!

A Época desse mês traz uma excelente reportagem a respeito do vazamento das provas do Enem. Quem é que paga a conta de mais de 36 milhões de reais dessa 'brincadeira de mau gosto'??? Fora o transtorno causado aos estudantes e às instituições de ensino que tiveram que modificar os seus calendários.
Gente isso é desperdício do dinheiro público, do nosso dinheiro, em virtude de pura incopetência administrativa.

Encontro dos membros e participantes da comunidade SAÚDE E EDUCAÇÃO JÁ no Rio de Janeiro

Objetivos do Encontro
Atenção!!! Convocação aos membros e participantes da Comunidade Saúde e Educação Já.
Encontro dos membros e simpatizantes da comunidade Saúde e Educação Já no Rio de Janeiro.
Em 14/11/2009, sábado, no La Mole do Norte Shopping - Av. Suburbana, integração do metrô na estação Maria da Graça (linha 2).
Confirmações através do fórum do encontro na própria página da comunidade, ajustes podem ser feitos de forma a possibilitar a participação de um maior número de pessoas.
Objetivo: integração e elaboração de um Estatuto que norteará as ações da comunidade (já somos 50 espalhados no país).
Sugestões também podem ser feitas através das próprias postagens no blog.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Saúde em Brasília

A cada dia que passa, a vida na capital no país me surpreende. Dessa vez foi em relação à saúde, e no meu caso tenho um plano de saúde que sempre foi considerado excelente. Moro atualmente no plano piloto, no final da asa norte, e os hospitais de emergência da Asa Norte simplesmente suspenderam o convênio. O clima aqui em Brasília me fez periodicamente ter sinusite, um final de semana estava me sentindo muito mal, pedi a um amigo que me levasse no hospital – no caso o mais próximo era no final da Asa Sul.
Para minha surpresa o tal hospital tinha aspecto de hospital público do Rio de Janeiro – a referência à cidade do Rio deve-se somente ao fato que foi a única cidade que morei, logo meu único parâmetro. Dirigi-me à recepção e perguntei se tinha otorrinolaringologista e o atendente me informou que não, perguntei se a máquina de raio X estava funcionando e o atendente me informou que estava quebrada.
Não me espanta que os políticos ao terem qualquer tipo de doença só aparecem nos noticiários em grandes hospitais de São Paulo, mas só para fechar o parênteses a outra opção que tínhamos de emergência era o Hospital Brasília, no Lago Sul. Imaginem um lugar bem longe é lá que fica o Hospital Brasília, salvo se você morar no setor de mansões do Lago Sul. Um hospital muito bonito, a decoração de muito bom gosto – pena eu não ter o mesmo a dizer das atendentes nem do médico que me atendeu, me diagnosticou errôneamente, e ainda me fez gastar mais de R$ 60,00 à toa. Ah, não poderia deixar de acrescentar que ele se sentia o tal, disse que a médica do plano não tinha me medicado certo, que eu não deveria ter tomado medicamento tal, que eu não tinha inflamação nenhuma, somente rinite alérgica. E me falando em um tom como – mesmo que ele estivesse certo, o que descobri depois que não era o caso – eu devesse saber de tudo aquilo. Se eu entendesse da área dele , eu não precisava estar pagando os seus serviços, nem me despencando até aquela distância para ainda ser mal e ineficazmente atendida.
Como não melhorei durante a semana, pelo contrário, marquei uma consulta numa clínica específica de otorrinolaringologia, onde a profissional fez um exame que identificou a minha sinusite, assim ela me orientou a suspender o anti-alérgico e me passou a medicação adequada ao meu quadro. Nessa clínica sim tive um atendimento eficiente e educado, coisa que a cada dia vejo ser mais escassa em Brasília.
Aqui as ambulâncias denominadas SAMU demoram décadas pra prestar socorro, trabalhamos em um complexo no final da Asa Norte com mais de dois mil funcionários, e se um destes tiver uma parada cardíaca morre por ausência de socorro, como já aconteceu, e olha que na época os hospitais da Asa Norte ainda eram credenciados. E agora que temos que dirigir quilômetros de distância pra chegar à um hospital. Só que pro resto do país a única coisa que tem cobertura da imprensa em Brasília é a Esplanada. Os impostos aqui são caríssimos, tudo é caro e os serviços são péssimos. E isso porque se trata da capital, porque os ‘distintos’ dirigentes do nosso país não vivem tal tipo de situação na pele, e a cada dia demonstram que não se interessam pelos tormentos que a população passa.