terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Saúde em Brasília

A cada dia que passa, a vida na capital no país me surpreende. Dessa vez foi em relação à saúde, e no meu caso tenho um plano de saúde que sempre foi considerado excelente. Moro atualmente no plano piloto, no final da asa norte, e os hospitais de emergência da Asa Norte simplesmente suspenderam o convênio. O clima aqui em Brasília me fez periodicamente ter sinusite, um final de semana estava me sentindo muito mal, pedi a um amigo que me levasse no hospital – no caso o mais próximo era no final da Asa Sul.
Para minha surpresa o tal hospital tinha aspecto de hospital público do Rio de Janeiro – a referência à cidade do Rio deve-se somente ao fato que foi a única cidade que morei, logo meu único parâmetro. Dirigi-me à recepção e perguntei se tinha otorrinolaringologista e o atendente me informou que não, perguntei se a máquina de raio X estava funcionando e o atendente me informou que estava quebrada.
Não me espanta que os políticos ao terem qualquer tipo de doença só aparecem nos noticiários em grandes hospitais de São Paulo, mas só para fechar o parênteses a outra opção que tínhamos de emergência era o Hospital Brasília, no Lago Sul. Imaginem um lugar bem longe é lá que fica o Hospital Brasília, salvo se você morar no setor de mansões do Lago Sul. Um hospital muito bonito, a decoração de muito bom gosto – pena eu não ter o mesmo a dizer das atendentes nem do médico que me atendeu, me diagnosticou errôneamente, e ainda me fez gastar mais de R$ 60,00 à toa. Ah, não poderia deixar de acrescentar que ele se sentia o tal, disse que a médica do plano não tinha me medicado certo, que eu não deveria ter tomado medicamento tal, que eu não tinha inflamação nenhuma, somente rinite alérgica. E me falando em um tom como – mesmo que ele estivesse certo, o que descobri depois que não era o caso – eu devesse saber de tudo aquilo. Se eu entendesse da área dele , eu não precisava estar pagando os seus serviços, nem me despencando até aquela distância para ainda ser mal e ineficazmente atendida.
Como não melhorei durante a semana, pelo contrário, marquei uma consulta numa clínica específica de otorrinolaringologia, onde a profissional fez um exame que identificou a minha sinusite, assim ela me orientou a suspender o anti-alérgico e me passou a medicação adequada ao meu quadro. Nessa clínica sim tive um atendimento eficiente e educado, coisa que a cada dia vejo ser mais escassa em Brasília.
Aqui as ambulâncias denominadas SAMU demoram décadas pra prestar socorro, trabalhamos em um complexo no final da Asa Norte com mais de dois mil funcionários, e se um destes tiver uma parada cardíaca morre por ausência de socorro, como já aconteceu, e olha que na época os hospitais da Asa Norte ainda eram credenciados. E agora que temos que dirigir quilômetros de distância pra chegar à um hospital. Só que pro resto do país a única coisa que tem cobertura da imprensa em Brasília é a Esplanada. Os impostos aqui são caríssimos, tudo é caro e os serviços são péssimos. E isso porque se trata da capital, porque os ‘distintos’ dirigentes do nosso país não vivem tal tipo de situação na pele, e a cada dia demonstram que não se interessam pelos tormentos que a população passa.

1 comentários:

  1. Puxa fiquei totalmente decepcionada, pensei que a banda tocasse diferente na capital da República, é lamentável. Que o custo de vida é alto já sabia até pelos meios de comunicação, entretanto sobre esta péssima prestação de serviços nunca li nem ouvi nada a respeito.

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